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‘Delivery de tudo’ e comércio eletrônico estão sustentando empresas na pandemia, avalia Claudia Bittencourt

Por Redação
‘Delivery de tudo’ e comércio eletrônico estão sustentando empresas na pandemia, avalia Claudia Bittencourt
A sócia-fundadora e presidente do Conselho do Grupo Bittencourt, Claudia Bittencourt, analisa a situação das empresas que tiveram que se adaptar as transformações digitais impostas pela pandemia. (Foto: Divulgação)

A atual crise sanitária global pegou de surpresa muitas empresas que tinham planos de expansão para 2020. Diversos segmentos foram impactados e, sem ter como operar de maneira presencial, migraram para o ambiente online. “O comércio eletrônico e o ‘delivery de tudo’ têm sido a mola de sustentação de muitas empresas nesse período”, avalia Claudia Bittencourt, sócia-fundadora e presidente do Conselho do Grupo Bittencourt, especialista em desenvolvimento, gestão e expansão de redes de negócios e franquias.

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“O que ficou visível no mercado foi a corrida das empresas para o digital, mesmo sem muito planejamento, fazendo o que cabia no orçamento para não ficarem sem receita. As empresas que já vinham em um processo de transformação digital tiveram mais facilidade e agilidade, se reinventaram de maneira rápida para fazer chegar os produtos e serviços no cliente”, pontua Claudia Bittencourt.

Entretanto, afirma a executiva, aquelas que tiveram que começar do zero levaram tempo maior para recuperar a receita. “Muitas ainda não conseguiram, em função de estrutura e de caixa”, explica ela.  Claudia Bittencourt avalia que o varejo, com operações em shopping centers, e as redes de alimentação foram os que tiveram um impacto imediato, com o fechamento das operações por causa da pandemia.

Mesmo com os desafios impostos pela pandemia, Claudia Bittencourt vê novas oportunidades de negócios, especialmente no Ceará. (Foto: Divulgação)

Contudo, à medida que crescia o entendimento geral do que estava acontecendo e com as orientações dos órgãos de saúde e das autoridades, acrescenta, as empresas começaram a estudar alternativas para se manterem com isolamento social e comércio não-essencial fechado. E mesmo os segmentos que não foram impactados ou que até foram impulsionados pela pandemia, observa Claudia Bittencourt, também tiveram que mudar a forma de atender os clientes, uma vez que eles não estavam saindo de casa a fim de evitar o risco de contaminação. 

Mundo digital em expansão

As mudanças trazidas pela pandemia, segundo Claudia Bittencourt, podem transformar a maneira como as empresas devem planejar a expansão, uma vez que terão que considerar o novo cenário corporativo mundial. “Os modelos de negócios de muitas empresas terão que ser redesenhados a partir de um novo conceito, que deve levar em consideração um consumidor que se incorporou de vez ao mundo digital, independentemente da faixa etária e social”, adianta. 

Esse novo modelo de negócio terá que estar alinhado com o novo comportamento de compra do consumidor, afirma a executiva. “A expansão com o mesmo modelo e conceito de atendimento pode não trazer resultados e ser superado rapidamente. As marcas da pandemia perdurarão do ponto de vista de consumo, conveniência e comodidade, tudo isso com a ajuda de um único instrumento, o celular”, destaca. 

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Lenta recuperação

O setor de franquias também foi um dos mais afetados pela atual crise sanitária: segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), apenas em abril o setor teve queda média de faturamento de 48,2%. Para Claudia Bittencourt, a recuperação do segmento andará em paralelo à recuperação do varejo e dos demais serviços, uma vez que pertencem ao mesmo tipo de empresa. 

“À medida em que o varejo vai se recuperando, o franchising nos negócios de varejo também. O tempo é difícil prever, mas a recuperação será lenta porque vai exigir políticas econômicas e financeiras que ajudem as empresas a superarem os impactos de queda de receita e elevem da taxa de emprego do país”, explica a executiva.

Novas oportunidades no CE

Mesmo em meio às dificuldades e desafios impostos pela pandemia, ela diz acreditar que existem oportunidades de franquias para investir ainda em 2020, sobretudo no que diz respeito ao Ceará. “Existem mercados no Ceará que ainda podem ser melhor explorados e há investidores com interesse em abrir um negócio de franquias como uma segunda fonte de renda ou mesmo para aplicação de seu capital, visto que alguns fundos de renda fixa e outras aplicações estão com o rendimento pouco atrativo no momento”, avalia. 

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Os negócios de beleza e saúde, que foram pouco impactados, ela destaca, têm ótimas oportunidades, bem como os ligados à comida e lanches prontos/congelados, que também podem ser uma opção interessante para investir ainda em 2020.

Evento gratuito

A tecnologia e a inovação serão alguns dos pilares do BConnected, evento promovido pelo Grupo Bittencourt, de 19 a 23 de outubro, 100% online e gratuito, com mais de 100 palestras gratuitas para fomentar a recuperação das empresas brasileiras no atual período de pandemia.

Com expectativa de atingir 50 mil pessoas em todo o mundo, o BConnected terá como tema ‘Tração & Ação: Ágeis, relevantes e escaláveis’, contará com grandes empresas nacionais e internacionais como Unilever, Hering, 99, Johnson & Johnson, Magazine Luiza, Intimissimi, Nespresso e Xiaomi. No site oficial do evento é possível obter mais informações.

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